Anbima: Boletim estatístico de fundos de investimentos – Maio 2016

Em movimento oposto ao observado nos últimos três meses, em maio houve queda expressiva do Ibovespa (10.09%), alta do dólar (4.18%) e baixa valorização do IMA‐Geral (0.42%), influenciada pelo recuo do preço dos títulos públicos de maior duration. Nesse contexto, o tipo Cambial registrou a maior rentabilidade da indústria no período (5.23%), embora, no ano, ainda acumule recuo de 7.72%. Influenciados pela valorização do dólar, os tipos Renda Fixa Dívida Externa (2.78%) e Multimercados Investimentos no Exterior (2.34%) também se destacaram.

No que se refere aos fundos de ações, apenas o tipo Investimento no Exterior registrou rentabilidade positiva (0.39%). Com exceção dos tipos FMP‐FGTS (‐25.37%) e Mono Ações (‐22.22%), os demais apresentaram recuo inferior ao do Ibovespa, mitigando, assim, as perdas sofridas no mercado acionário. Já os fundos de renda fixa apresentaram rentabilidades inferiores às observadas nos últimos três meses. Em função do recuo dos preços dos títulos públicos de longo prazo, o tipo Renda Fixa Duração Alta Soberano, que vinha se destacando nos últimos três meses, valorizou apenas 0.32%. No ano, todavia, ainda acumula a maior rentabilidade de sua classe, (12.09%).

Em maio, a indústria de fundos registrou o primeiro resgate líquido mensal do ano, de BRL2.5 bilhões. O resgate líquido de BRL6.8 bilhões da classe Renda Fixa foi decisivo para esse resultado que, porém, foi concentrado em um único fundo cuja saída líquida foi de BRL4.9 bilhões. Os resgates líquidos para o pagamento do Imposto de Renda semestral no final do mês (“come‐cotas”) também pesaram sobre esse resultado. Já os fundos da classe Multimercados, também sujeitos à incidência do “come‐cotas”, registraram captação líquida de BRL1.5 bilhão, que foi concentrada em um único fundo do tipo Investimento no Exterior (BRL1 bilhão).