Influenciados por expressiva valorização do Ibovespa, de 11.23% em outubro, os fundos de ações voltaram a ser destaque de rentabilidade, liderando, inclusive, os retornos acumulados pela indústria de fundos no ano. Novamente as valorizações das ações de empresas com elevada participação no Ibovespa, como Vale e Petrobras, levaram os Fundos de Ações FMP‐FGTS e de Mono Ação a apresentarem as maiores rentabilidades da indústria no mês, de respectivamente 23.38% e de 20.92%, e no ano (92.73% e 84.60%). Embora com resultados inferiores, os tipos Ações Livre e Índice Ativo, de maior Patrimônio Líquido da categoria, também acumularam retornos expressivos, de 7.25% e 9.68% no mês, e de 33.05% e 41.01% no ano.
A redução da meta para a Taxa Selic em outubro, abaixo da esperada, acabou se refletindo em uma menor valorização dos títulos de renda fixa indexados, com efeitos sobre a rentabilidade dos fundos da categoria, em especial, dos tipos Indexado e os de Alta Duração. Entre os Multimercados, os tipos Dinâmico (3.20%), Long and Short Direcional (3.11%) e Long and Short Neutro (2.25%) registraram as maiores rentabilidades da categoria. Os dois últimos, que realizam operações exclusivamente no mercado de renda variável, registram também as maiores rentabilidades no ano, de 16.56% e 18.67%, respectivamente.
A captação líquida da indústria de fundos foi positiva em outubro, de BRTL1.2 bilhão. As categorias Renda Fixa (BRL6.6 bilhões) e Previdência (BRL3.0 bilhões) lideraram o ingresso de recursos e mais do que compensaram os resgates líquidos ocorridos nas categorias Multimercados (BRL4.1 bilhões) e FIDC (BRL4.4 bilhões). Com esse resultado, a indústria acumula captação líquida de BRL80.5 bilhões no ano, o maior resultado para o período, desde 2012.
