O aumento da incerteza no mercado financeiro em função do resultado das eleições norte‐americanas contribuiu para a queda de 4.65% do Ibovespa e a alta de 6.78% do dólar em novembro. Como reflexo desse cenário, o fundo Cambial valorizou 6.50%, enquanto a maior parte dos fundos de ações registrou perda no mês – os tipos Ações Livre e Ações Índice Ativo, de maior Patrimônio Líquido da classe, recuaram 4.89% e 5.31%, respectivamente. Mesmo diante do resultado de novembro, esses fundos ainda acumulam, no ano, valorização de 26.56% e 33.56%.
Os fundos de renda fixa, por sua vez, refletiram, conforme a composição da carteira, o recuo dos títulos de longo prazo, a valorização dos títulos de menor duration, ou a combinação destes movimentos, que resultou na estabilidade do IMA‐Geral em novembro. Enquanto o tipo Duração Baixa Grau de Investimento registrou alta de 1.05%, o tipo Duração Alta Soberano recou 0.75%. Já entre os Multimercados, as maiores valorizações foram registradas pelos tipos Capital Protegido (1.38%), que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger o principal investido, e Investimento no Exterior (1.16%), ao que tudo indica influenciada pela valorização do dólar.
No mês, observou‐se, contudo, captação líquida da indústria de fundos de BRL4.5 bilhões, que foi liderada pela classe Previdência, com ingressos líquidos de BRL5.7 bilhões, e mais do que compensaram os resgates ocorridos nas classes Ações (BRL1.8 bilhão), FIDC (BRL300 milhões), Renda Fixa e Multimercados (BRL100 milhões cada). Com esse resultado, a indústria acumula captação líquida de BRL89.7 bilhões no ano, equivalente a 3.04% do Patrimônio Líquido da indústria no final ano passado (BRL2.95 trilhões), a maior desde 2012 (BRL115.6 bilhões) no mesmo período. As classes Renda Fixa (BRL39.8 bilhões) e Previdência (BRL38 bilhões) lideram o ingresso líquido de recursos no ano.
