Pelo terceiro mês consecutivo, os movimentos de valorização do mercado acionário e das carteiras de renda fixa, expressos na valorização de 7.70% do Ibovespa e de 2.89% do IMA‐Geral, se refletiram nas rentabilidades dos fundos de investimento. Nesse cenário, a classe Ações foi novamente destaque, em particular, os tipos FMP‐FGTS e Mono Ação, que acumularam, respectivamente, altas de 26.91% e 23.28%, influenciados pela valorização das ações da Vale e da Petrobras, predominantes nessas carteiras. Com valorização próxima à do Ibovespa, o tipo Indexados (7.23%), também mostrou bons resultados. Os tipos Índice Ativo (5.74%) e Ações Livre (4.95%), com menor correlação ao Índice, também apresentaram rentabilidades elevadas, porém inferior a do Ibovespa.
Em abril, as carteiras de renda fixa, especialmente as de duração mais longa, continuaram a se beneficiar do recuo dos juros futuros, o que se refletiu na valorização do IMA B5+ e do IRF‐M 1+, de 5.37% e 4.80%, respectivamente. Com isso, também pelo terceiro mês consecutivo, o tipo Duração Alta Soberano voltou a apresentar a maior valorização da categoria, de 3.05%, seguido pelo tipo Indexados, cuja rentabilidade foi de 2.13%. Entre os Multimercados, o tipo Macro voltou a apresentar a maior rentabilidade de sua classe no mês (2.88%), após a mudança de tendência para câmbio e juros, observada no final de janeiro.
A captação líquida da indústria foi de BRL6.5 bilhões em abril, acumulando quatro meses seguidos com saldo positivo e BRL40.8 bilhões no ano. O resultado mensal, porém, foi concentrado nas classes Previdência (BRL5.9 bilhões) e FIP (BRL1.8 bilhão), enquanto as classes Ações (BRL1.1 bilhão), Cambial (BRL0.6 bilhão) e Renda Fixa (BRL0.4 bilhão) lideraram os resgates.
