Anbima: Boletim estatístico de fundos de investimentos – Julho 2016

A alta do IBOVESPA (11.22%) e a recuperação dos preços dos títulos públicos, principalmente de maior duration, contribuíram para a boa performance da indústria de fundos no mês de julho, reforçando o movimento observado para o primeiro semestre do ano. Todos os fundos de ações apresentaram rentabilidades positivas com destaque para os fundos FMP‐FGTS e Setoriais, puxados pelas altas dos papéis da Petrobras e da Vale (26% e 15.2%, respectivamente), e que tiveram variações acima de 15% no período. Destaque‐se ainda a alta de 12.31% do tipo Ações Sustentabilidade/Governança, que, em sua maioria, utilizam benchmarks que não consideram a Petrobras e vem reduzindo sua exposição a Vale.

A renda variável também ajudou na performance dos fundos Multimercados, em especial, os Multimercados Capital Protegido e Long and Short Direcional, que tiveram as maiores altas em julho, 2.47% e 2.34%, respectivamente, e que buscam retornos em mercados de maior risco como o de ações. Na classe Renda Fixa, o tipo Duração Alta Soberano continuou a ser o mais rentável da classe, com variação de 2.08%, puxado pela valorização dos títulos públicos de maior maturidade, capturada pelo IMA‐B 5+, que registrou alta de 3.43% no mês.

Após o resgate líquido em junho, a indústria de fundos voltou a ter captação líquida de BRL9.6 bilhões com a contribuição dos tipos Renda Fixa, em especial do Duração Baixa Grau de Investimento, que captou BRL9.7 bilhões no mês, dos Estruturados, no caso os FIDC, com BRL4.4 bilhões, ambas concentradas em apenas um fundo, e Previdência Renda Fixa, com BRL3.7 bilhões. Pelo lado dos resgates, a classe Multimercados não repetiu junho e registrou saída líquida de BRL2.9 bilhões, movimento acompanhado pela classe Ações, que a despeito da boa rentabilidade de seus fundos no mês, voltou a ter resgates líquidos de BRL0.4 bilhão. No ano, a captação líquida da indústria supera em 118% a de igual período do ano passado, BRL49.1 bilhões contra BRL22.5 bilhões.