Anbima: Boletim estatístico de fundos de investimentos – Junho 2016

Em junho, os ativos de renda variável e de renda fixa de maior duration voltaram a registrar valorização significativa, o que se refletiu na alta de 6.3% do Ibovespa e de 1.81% do IMA‐Geral, enquanto o dólar recuou 10.72% no mês. Diante desse cenário, os fundos de Ações voltaram a apresentar as maiores valorizações na indústria de fundos, com destaque para a alta de 14.45% dos fundos setoriais, que acumulam alta de 33.72% no ano. Em 12 meses, porém, o Ibovespa ainda registra perda de 2.9%, período no qual o tipo Ações Livre, de maior patrimônio líquido de sua classe entre os fundos abertos, acumula a maior valorização de sua classe (6.08%).

Na Renda Fixa, o tipo Duração Alta Soberano, que deve investir somente em títulos públicos federais, acumulou a maior rentabilidade no mês (1.91%) e no semestre (14.24%), estimulado pela expressiva valorização dos papéis de maior duration. Entre os Multimercados, merecem destaque o tipo Long and Short Neutro, com valorização de 2.02% no mês e 11.77% no ano e exposição limitada ao mercado de renda variável, e o tipo Macro, com alta de 1.90% no mês, e de 8.83% no primeiro semestre.

O bom desempenho dos ativos, todavia, não se refletiu na captação líquida, que voltou a ficar negativa pelo segundo mês consecutivo. O resgate líquido de BRL5.3 bilhões foi influenciado pela categoria Renda Fixa, cuja saída líquida de BRL12.7 bilhões foi concentrada em poucos fundos, mas parcialmente compensado pelo ingresso líquido nas classes Previdência (BRL6.2 bilhões) e Multimercados (BRL3.2 bilhões). No ano, a indústria acumula captação líquida de BRL38.1 bilhões, um crescimento de 29.5% em relação ao primeiro semestre de 2015, com as classes Renda Fixa e Previdência liderando o ingresso de recursos.