Anbima: Boletim estatístico de fundos de investimentos – Março 2015

A maior parte dos tipos da indústria de fundos apresentou rentabilidade positiva no mês, em um ambiente marcado por alta expressiva do dólar (11.46%), baixa valorização do IMAGeral (0.05%) e recuo do Ibovespa (-0.84%). Nesse cenário, o tipo Cambial apresentou a maior rentabilidade entre os fundos com PL representativo (12.08%), seguido pelos tipos Multimercados Macro (3.69%) e Multimercados Multiestratégia (3.31%). Esses fundos também registram os maiores retornos acumulados no primeiro trimestre de 2015, com valorização de 20.96%, 8.52% e 7.23%, respectivamente.

Em março, todos os tipos das categorias Renda Fixa, Curto Prazo e Referenciado DI apresentaram rentabilidade superior a 1%, exceto o tipo Renda Fixa Índices (0.74%), que foi influenciado pelo recuo de 0.28% do IMA-B. Apesar desse resultado, o tipo Renda Fixa Índices acumula a maior valorização no ano entre os fundos dessas categorias (3.54%), superando, inclusive, a alta de 3.38% do IMA-B no primeiro trimestre. Entre os fundos de Ações, destaque para o tipo Ibovespa Ativo, com valorização de 3.00% em março e de 3.71% no ano, superando a variação de 2.29% acumulada pelo Ibovespa em 2015.

Em contraste com o bom desempenho de boa parte dos fundos, a indústria registrou saída líquida de BRL9.4 bilhões em março, o primeiro resultado mensal negativo em 2015, influenciado por resgates líquidos de BRL7.8 bilhões na categoria Multimercados e que também é a que acumula o maior resgate líquido no ano (BRL18.6 bilhões). Com o resultado, a saída líquida de recursos acumulada pela indústria no ano é de BRL2.7 bilhões, o menor resultado para o primeiro trimestre desde o início da série, em 2002.