Anbima: Boletim estatístico de fundos de investimentos – Março 2016

A valorização do mercado acionário foi expressiva em março, quando o Ibovespa registrou alta de 16.97%, a maior desde outubro de 2002. A alta se refletiu na classe Ações, e, em particular, nos tipos FMP‐FGTS, Mono Ação e Setoriais, que acumularam rentabilidades de 36.51%, 34.56% e 17.27%, respectivamente, e cujas carteirassão constituídas, exclusiva ou majoritariamente por ações da Vale e da Petrobras. Os tipos Indexados(15.57%) e Índice Ativo (11.45%), também apresentaram retornos de dois dígitos.

No mercado de renda fixa, o desempenho também foi bastante positivo, com o IMA‐Geral registrando a segunda maior alta da série, 3.42%, e o IMA‐B, 5.31%, a maior variação desde agosto de 2011. O bom resultado impactou os fundos de Renda Fixa, com destaque para aqueles cujas carteiras apresentam duração mais longa, que se beneficiaram do recuo dos juros futuros. Dessa forma, assim como em fevereiro, o tipo Duração Alta Soberano voltou a apresentar a maior valorização da categoria, com alta de 4.40%, seguido, entre os fundos com PL relevante, pelo tipo Indexados, cuja rentabilidade foi de 2.37%. Apenas no primeiro trimestre, esses fundos já acumulam valorização de 8.42% e 5.75%, respectivamente. Entre os Multimercados, destaque para alta dos tipos Long and Short Neutro e Balanceados, que apresentaram rentabilidades de 2.79% e 2.52% em março.

A expressiva captação líquida de BRL19.9 bilhões, registrada pela indústria no mês e concentrada em fundos da classe Renda Fixa, todavia, não refletiu um movimento generalizado de aportes de recursos nesses fundos. Na realidade, o resultado foi fortemente influenciado pelo ingresso líquido de BRL23.2 bilhões em único fundo dessa classe, pertencente ao segmento Corporate.