Anbima: Boletim estatístico de fundos de investimentos – Outubro 2015

A Instrução CVM nº 555, que entrou em vigor em outubro e entre diversos aperfeiçoamentos trouxe uma nova classificação para a indústria de fundos, levou, também, a uma ampla reformulação da classificação ANBIMA. Construída em três níveis com o objetivo de facilitar o processo de decisão de investimento e aumentar a transparência, o primeiro nível parte da classificação estabelecida pela CVM. No segundo nível, os fundos são classificados de acordo com os estilos de gestão ou estratégias de alocação, buscando explicitar os principais fatores de risco, enquanto no terceiro nível, há um maior detalhamento das estratégias de investimento.

Em um mês marcado por alta moderada do Ibovespa, valorização dos preços dos títulos de maior duração e recuo do dólar, as maiores altas foram registradas na classe Ações, na qual se destacaram os fundos Mono Ações (5.86%), Investimento no Exterior, (3.80%), Small Caps (2.96%) e Dividendos (2.83%). Na Renda Fixa, os destaques foram as subcategorias Duração Alta Soberano (2.25%) e Duração Alta Crédito Livre (2.08%). Já o fundo Capital Protegido (2.26%) alcançou a maior rentabilidade entre os Multimercados. Apesar de recuar 3.14% no mês, o fundo Cambial segue liderando as rentabilidades no ano e em 12 meses, com altas de 46.47% e 56.99%, respectivamente. Nesses períodos, também merecem destaque as rentabilidades das subcategorias Ações Investimento no Exterior (32.92% e 40.54%) e Multimercados Dinâmico (31.40% e 33.93%).

Em outubro, a captação líquida ficou próxima de zero. Enquanto os fundos regulamentados pela ICVM 555, liderados pelas classes Renda Fixa e Previdência, juntamente com os ETFs apresentaram captação líquida de BRL4.2 bilhões, o resgate líquido próximo a este valor em fundos estruturados praticamente anulou esse resultado. Com isso, a captação líquida acumulada no ano segue em BRL25.6 bilhões, liderada pelas classes Previdência (BRL27.9 bilhões) e Participações. (BRL17.2 bilhões).