Em dezembro, a indústria registrou resgate líquido de R$ 516 milhões, resultado que foi influenciado por resgates concentrados em poucos fundos pertencentes às categorias Curto Prazo (- R$ 6,0 bilhões) e Referenciado DI (- R$ 8,9 bilhões). As captações líquidas de R$ 12,2 bilhões na categoria Renda Fixa e de R$ 3,5 bilhões na categoria Previdência compensaram, parcialmente, os resgates ocorridos no mês.
Desta forma, a captação líquida acumulada pela indústria em 2013 foi de R$ 59,7 bilhões, com destaque positivo para as categorias Previdência, (R$ 22,7 bilhões), Referenciado DI (R$ 15,0 bilhões) e FIDC (R$ 14,1 bilhões). Esse resultado, contudo, não se deu de maneira uniforme. Enquanto a captação líquida foi de R$ 103,5 bilhões no primeiro semestre, resultado próximo ao observado durante todo o ano de 2012, no segundo semestre houve resgate líquido de R$43,8 bilhões.
Dados até novembro indicam um aumento de 30% do volume de investimentos do Poder Público no ano e de 12,3% do segmento Private, que já detém a segunda maior parcela de recursos entre os investidores da indústria (15,6%), inferior, apenas, à dos investidores institucionais (37,5%). No que se refere aos ativos, destaque-se o crescimento de 27,5% do volume de operações compromissadas e a redução de 6,54% do estoque de títulos públicos nas carteiras dos fundos.
Em um mês com valorização do IMA-Geral e queda do Ibovespa, entre os fundos abertos e com PL relevante, os Multimercados Estratégia Específica e Macro foram destaque de rentabilidade, com altas de 1,25% e 1,14%, respectivamente. No ano, a maior alta entre os fundos com PL relevante foi registrada pelos fundos Long and Short – Direcional (10,19%).
